O delírio almejado
O que eu mais gosto em poesia é que é tudo tão umbigo, digo, ambíguo!
PS: Sim, a imagem é a capa do Blackfield I
pelo imprudente aleijado
é de nuances harmônicas
e imagéticas
Transladando calado
pelos alvos parvos
que tonificam as paredes
com matizes coerentes
Mas o fulgor alvejado
pelo sem-cor das tuas lentes
é multifacetado
translucente
Significando significados
tão entrópicos, excludentes
como se nada se visse
pura onomástica
Enlevo original
(embriagante êxtase)
já nem sei o que sinto
então não digo, minto
Abro as janelas
destruo basculantes
apagando as velas
com o vento incessante
Não sei se digo ou penso
só sei que sinto
num estado suspenso
absinto






24 de junho de 2009 às 16:37
PS: quem não sabe que a capa é do Blackfield?! aheuhUHEAU
Ainda que pelos calvos parvos não tenha conseguido abstrair, por estar levemente embriagado... e é justamente por estar neste estado de pouca lucidez que fico mais surpreso e agraciado com o que acabo de ler. Li, reli, e estou lendo novamente, só posso dizer que palavras neste momento ulceram minha boca (ou enrijece meus dedos, como queiram) por justamente não encontrar palavras para, ao menos, simbolizar minha admiração...
Supressão de paragráfos mode off...
24 de junho de 2009 às 20:20
sinceramente, calo-me perante a arte...
25 de junho de 2009 às 20:31
190: Muito bonito oblog, o post, a poesia, tudo!
bélissimo trabalho todos vocês!
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