Himahimasei

Absinto

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O que eu mais gosto em poesia é que é tudo tão umbigo, digo, ambíguo!
PS: Sim, a imagem é a capa do Blackfield I
O delírio almejado
pelo imprudente aleijado
é de nuances harmônicas
e imagéticas

Transladando calado
pelos alvos parvos
que tonificam as paredes
com matizes coerentes

Mas o fulgor alvejado
pelo sem-cor das tuas lentes
é multifacetado
translucente

Significando significados
tão entrópicos, excludentes
como se nada se visse
pura onomástica

Enlevo original
(embriagante êxtase)
já nem sei o que sinto
então não digo, minto

Abro as janelas
destruo basculantes
apagando as velas
com o vento incessante

Não sei se digo ou penso
só sei que sinto
num estado suspenso
absinto
3 comentários:

PS: quem não sabe que a capa é do Blackfield?! aheuhUHEAU

Ainda que pelos calvos parvos não tenha conseguido abstrair, por estar levemente embriagado... e é justamente por estar neste estado de pouca lucidez que fico mais surpreso e agraciado com o que acabo de ler. Li, reli, e estou lendo novamente, só posso dizer que palavras neste momento ulceram minha boca (ou enrijece meus dedos, como queiram) por justamente não encontrar palavras para, ao menos, simbolizar minha admiração...

Supressão de paragráfos mode off...


sinceramente, calo-me perante a arte...


190: Muito bonito oblog, o post, a poesia, tudo!


bélissimo trabalho todos vocês!


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