Às vezes me pego pensando
Mundo mundo vasto mundo, tão vasto, tão imundo, tão casto, moribundo.
(ah, a arte dessa vez é minha mesmo)
sobre as cores das roupa e paredes de hospital
é tudo verde, e pior, verde claro, azulado
aquela cor de geladeira antiga - nenhuma Brastemp
todas as beatas ficam profundamente crentes
em deus no diabo na provação na voz do destino
pra quê, meu deus, pra quê?
Roque Santeiro é vivente, minha velha
assepsia devia ser um crime:
o corredor brilha triste
o movimento tem cor (incrível)
por vezes passa uma criança, por vezes uma enfermeira
o lobby tem duas máquinas de café, ou melhor, três
que lugar mais monótono
e acho que ninguém para pra pensar
mas o lixo daquele quartinho tem muito valor
naquele copinho de plástico com restos de café
que não brilha, é amargo
está reunido o amor de todo o mundo
de um tal de raimundo






23 de agosto de 2009 às 15:01
É... quanta subjetividade. Curti demais a foto subvertida e a viagem ao nada nostálgico hospital antigo, que não sei o porquê, mas me fez pensar num daqueles hospitais desertos, na beira do deserto, abandonados... das décadas de 40 e 50 de algum filme sem importância.
28 de agosto de 2009 às 19:30
beleza, o bom filho à casa torna, estou de volta...
e concordo com o marcel, apesar de lido anteriormente, só agora consegui me situar, me vi em um lugar não abandonado, mas apressado, cheio, e mesmo assim só...
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