Acho que nunca escrevi nada tão esquisito - mas tem sentido, sim, mais que parece. Tô empolgado hoje, acho. Ah, pra entender o feijão e a alface, favor ler Ferreira Gullar e Murilo Mendes.
tenho a chave do mundo
mas o mundo não é um só
esta ilha é tão pequena
e enorme ao mesmo tempo
porque cabe eu
e quem dera eu fosse um só
essa ilha é como um verso
cada ilha é um poema
no poema cabemos eu
cabemos morte, melancolia e persémismo (ambiguidade não)
só não cabe o preço da alface
mas costuma dar feijão
a ilha é o poema
mas o poema não é a ilha
porque a ilha é quadrada; cubicular;
e este poema tem quatro dimensões
este poema sou eu
este poema é você
este poema é o que foi
este poema é per sé





Postar um comentário