No caminho de volta
um cão...
com uma corda em seu pescoço
suja e arrebentada,
algemas de fibra...
(cadeado corrupto
ou simplesmente...)
Aliviado e com olhar manso
disperso...
Despreocupado em
preocupar-se com o que comer
beber fazer dizer
digo, latir! com o quê...
inalar, expirar...
Sua preocupação era apenas curtir
sua inestimável liberdade
tranquilidade
frágil
Talvez tal corda
asfixiante
carcereira imputrescível...
Delicada, delgada
seja o ingresso
pra fora deste abissal





17 de outubro de 2009 às 21:57
Segundo poema de hoje que realmente me afeta...
muitas coisas na cabeça agora, muitas mesmo...
18 de outubro de 2009 às 11:18
[2]
acho que pensamos parecido mesmo, man! você toca naquele problema que eu citei no Epitáfio, lá atrás, e que a gente tanto discutiu
MUITO bom
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