
Era uma vez uma gaivota que... espera, não era mais, antes que nossa história começasse ela morreu, sufocada com uma sacolinha de plástico que ingeriu.
Então, era uma vez uma tartaruga que nadava livremente pelo oceano atlântico. Seu nome, nunca chegaremos a saber, foi contaminada por petróleo, saído de um navio abandonado, e acabou por morrer...
Falemos então, pela voz de nosso amado jacaré de papo amarelo, que morreu nas mãos de um atirador e virou uma bolsa de grife. É, acho que não vai dar mais...
Falarei então pela minha voz, que ainda estou vivo, que ainda existo...
O que sou? Um jovem ser humano, de 13 anos, vivendo na costa oeste dos Estados Unidos, Santa Cruz, California. Chegou-me a notícia que milhares de animais morriam ao ingerir sacolas plásticas deixadas no oceano e comecei a pesquisar sobre isso. Um advento maravilhoso da "humanidade" é a internet. Têm-se acesso à qualquer tipo de informação. Descobri que o plástico demora mais de cem anos para se decompor, e que é um derivado do petróleo, e que se reciclassemos, poderíamos reduzir bastante a emissão de gases estufa e outros gases nocivos.
Um dos efeitos do plástico no mar, principalmente das sacolas plásticas, é a ingestão desses materiais pelos animais, que os confundem com alimento e acabam intoxicados ou asfixiados pelas sacolinhas. Lembra daquela gaivota, no começo dessa história? Lembra da tartaruga? E não são o único exemplo, se pararmos pra pensar. E aqui começa o desabafo meu. Adultos jamais ouviriam mesmo, então, aqui estou para falar o que eu quiser e ser escutado por aqueles que quiserem.
O ser humano, de forma inata, é especimista. E o que é isso? Especimismo, na minha concepção, é uma espécie de racismo, só que, ao invés de estender somente à cor, religião ou doutrina, se estende às outras espécies. Como naquele documentário, Distrito 9, filmado da África do Sul, uns 10 anos atrás. Hoje em dia, graças a esse especimismo não existem mais Camarões no mundo, todos foram assassinados. Especimismo, para mim, é a extensão do racismo. Além de uma raça ser superior, a espécie humana é a única que merece existir e governar a Terra, não importando o dano que causaremos à essa Terra.
Quantas espécies já extiguimos para vivermos melhor? Quantas árvores já derrubamos para criar locais para pastagem e plantação? Quantos de nós já matamos, buscando uma "pureza"? Em 1940 houve uma guerra, chamada de a Segunda Grande Guerra. Foi bem antes de qualquer pessoa que viva hoje, mas é um exemplo interessante. Nessa Guerra, milhares de pessoas foram assassinadas, só por chamarem Deus de outro nome. Outro exemplo, é a guerra que culminou na caça ao terrorismo. Simplesmente por vestirem a burca ou não se barbearem, muitas pessoas foram assassinadas, descriminadas, excluídas.
Essa situação se agrava se você não sabe falar, se não consegue se expressar. Um animal supostamente irracional não sabe pedir ajuda. Ele não conhece a palavra socorro. Somos cruéis com aquilo que não entendemos. E como isso se liga ao começo da história? Simples. Não matamos milhares de animais anualmente com esse oceano de plástico? Aí está o especimismo presente.
Já pensou, pelo menos uma vez, que atiramos primeiro pra perguntar depois? Já reparou que tudo aquilo que é diferente é morto para estudarmos, com o intuito de aprendermos, mesmo que seja o último? A espécia humana é superior... Por que? Porque somos conscientes!, é o que um adulto me respondeu uma vez, mas não creio... Sim, somos realmente inteligentes, mas como podemos ser tão burros a ponto de destruir a nossa casa? Como podemos tirar a nossa própria vida, conscientemente, e pior, como podemos tirar a vida de outros, conscientemente???
Admito agora, ter me perdido nesse meio tempo, mas nada mais é do que o desabafo de alguém que não sabe mais o que fazer para salvar o mundo que ama, que não consegue mais entender a cabeça daqueles de sua própria espécie, que não consegue mais sentir a vida no oceano. O ser humano é egoísta, arrogante, metido e nojento. Adeus
Sinceramente, não gostei, detestei, arruinei... Mas, acho que pelo menos a idéia dá pra ser acompanhada...





2 de novembro de 2009 às 22:50
então aguarda a idéia se completar, cabeção XD
realmente, o final abrupto estraga uma crônica bem escrita
4 de novembro de 2009 às 21:40
não dava man.. essa idéia tá na cabeça há mais de 3 semanas.. e só ela... ou fazia isso ou perdia ela de vez...
14 de novembro de 2009 às 00:15
Curti o texto e malz pela demora em comentar... ando feliz demais ultimamente aheuHUHEAUH
Curti demais o texto, por ter esse caráter pungente, cáustico... e por ser incontestável!
Primeiro, devo dizer que odeio, meu semelhante, tão (ir)racional! ÚNICA ESPÉCIE QUE CRIA REGRAS Para serem desrespeitadas e "interpretadas".
O parametro de bem-estar, é se olhar e ver que ostenta coisas mais "valorosas" que o pobre escarniado ao lado... que possui conhecimento de vida mas isso, haeuhUHEUAHU em tempos de "generation funk" é piada!
Em tempos de "generation vida alheia" os inúteis são valorosos demais... comandam e ditam Deuses, enquanto que algumas coisas que afetam diretamente o rabo (siliconado e rebitado de tanto rebolar na "balada" como eu odeio esse termo balada) das universitárias e outros segmentos sociais, são vistos como, melhor, nem são vistos...
Se alguém puder me responder onde ou aonde foi parar o que até meus tempos de criança era chamado de respeito, por favor, não tarde avisar aos nossos contemporâneos...
No mais, brindemos à nossa feliz e dissimulada HIPOCRISIA REPETIDA!!
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