Melinda...
Por quê?...
Ainda que humano seja eu
(demasiadamente humano)
tendo plena consciência
mesmo que essa
não seja plana
Por que esta repulsa
à luz?
Por que esses feixes
são tão afiados
e me têm como alvo
preferencial...?
O Occultus mora numa
casa de chocolate
de localização movediça
e pantanosa
juntamente com sua
família de sedutores
inexoráveis...
Neste estupor inconsequente
palavras não são cordas...
e os salva-vidas estão mortos...
... São amáveis feixes de luz
difratados!
Independente de quão
árduo seja seu garimpo
seu brilho será insuficiente
seu valor insubsistente
(palavras são bombas-relógio)
Neste caminho movediço
de luz ausente
o mapa tem grande idolátria
por círculos...
Adeptos fundamentalistas
da geometria circular.
Segmentos ausentes
seguidores da perdição
Relâmpagos negros e curvilíneos
Nessas voltas
os sentidos saem
por onde tem gente...
O título já diz tudo... em minha prisão cinérea, todas as portas me olham com escárnio por me acharem pernóstico demais ou por ser demasiadamente falho (tanto no falar quanto no agir), sou polido demais com desconhecidos e com os meus suportes sou falho, extremamente falho... além do mais, hipócrita, ainda que não expresse isso segundo platão. Esse radicalismo frívolo tem me exaurido, estou cansado... e a luz... que luz?






9 de dezembro de 2009 às 00:20
não sabia que isso te incomodava tanto ainda, marcel |:
9 de dezembro de 2009 às 19:13
"(demasiadamente humano)" Gosto por Nietzsche ou mera coincidência? O trecho combinado com as estrofes e considerações finais chegam a me deixar consternada...
Quanto ao poema, simplesmente brilhante, apesar de fúnebre (entendeu? xD)
9 de dezembro de 2009 às 21:39
A luz a ninguém será negada, desde que nunca deixe de buscá-la... O mundo sempre retorna ao seu eixo, depois de atravancada batalha...
10 de dezembro de 2009 às 23:25
Coisas que me incomodam... é que o mais têm, mas isso tem me exaurido demais... acho que por isso e pelo tanto de coisa que tem me consternado é que, ainda, não alcancei nem a fossa da montanha que tenho que suprimir...
Fúnubre... aheuhUEHUAH acho que só tenho escrevido coisas do tipo e não direi que gosto porque é mentira, mas meu cerne produtor está nessa fase e infelizmente é o meu motorista...
No mais; gosto, respeito, admiração, compreensão, etc... tudo isso por Nietzsche, não é de hoje que leio e me identifico, mas foi um incremento de última hora que achei pertinente.
Depois da tempestade sempre há de vir a calmaria... e em toda nuvem negra há clarezas... mas no fim, nesta senoidal, o peso do fracasso é sempre mais acentuado.
De volta à origem... mas o norte agora mudou...
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