A cada novo dia
evidencio o ciclo
que é minha existência
(engraçado estar numa
elipse com força focal...
quase esférica
quase centrípeta)
quase...
Universo em expansão
desenfreada ambição
infância...
Mortos hesitantes...
brilhos mortos
anos (sem ) luz
Pareço sempre estar
sonhando acordado
vivendo o que já
vi nalgum passado
distante ou no futuro
xeroftálmico
E o engraçado...
neste pesadelo
vivo feliz e
e quando percebo
fecho os olhos e
desejo estar sonhando...
Paradoxo...
Alguns significados
começam a clarear...
e minha entropia
segue rumo ao apogeu
E como sempre
estou atrasado...
nesta percepção morosa
vejo sempre a mesmice...
(A pontualidade
fornece novas ocasiões?)
De tão ávido
por mudanças
embarco em canoas furadas
que se postam como luxuosos
transatlânticos...
E os oceanos sem fim
são riachos turvos
estreitos e sazonais...
Meandros
E por confiar e querer
novos laços
ou por, querer solidificar
os volateis
assaltos são inevitáveis...
escolhas certas tem sido erradas...
E a frustação
uma companheira
cada dia mais presente e
compreensiva...
Um dia descubro
o porque dessa
teimosia romântica...
Se alguém souber
guarde silêncio...
Não há mais espaço
para cordas nesta
teca frívola...
Rio de mim mesmo... olhando de perto, sou motivo de salutares risadas... os outros, nos quais sempre achei graça... são chatos e egoístas. Estou quase lá... então poderei começar a escalar este incomensurável dobramento, moderno...
"You always walk alone..." minha vida toda desdenhei isso... e por essa sabedoria mundana, afirmo que até aqui sou um morto.





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