Mais cedo
neste domingo algum
Ao instrospectar
...
percebi
Esquecimento...
(acho que a cinzenta
começa a amarelar...)
Evidenciei que O erro
foi ter abdicado dos deleites
em função do norte, incerto
volátil... frágil! Onírico...
Não ter encarado
esse maldito
como um caminho qualquer
foi minha arrogância
(infanto-juvenil)
e o convite pra'ssa mesa de bar...
Queria afogar minhas mágoas
mas até isso
meus companheiros
indesejáveis
insistiram em tê-las
(presunçosos)...
até aqui, mutuais...
Insucessos...
Continuamos nesta mesa de bar
minha permanência
ainda que sem nenhum tostão
deve-se à exalção
no versos do convite.
Estou a comemorar
a morte dos
tentáculos...
E uma possível
liberdade
O motivo de tal
confraternização
é-me ainda turvo
Mas isso proporciona
um tempero único!
Inefável...
E neste momento
que pode ser o último
os motivos perdem
importância...
Reflito aflito
Minha vigência absorta
num automatismo maquinal
não era o que chamam de vida...
Era algum fantoche infeliz
(as cordas continuam...)
numa ilusão satisfatória
Todo engomadinho e comportado
seguindo o manual...
(aonde me perdi?)
De volta à marginalidade...
Pode-se dizer que alguém
é dono de si mesmo?






18 de janeiro de 2010 às 10:57
Poema angustiante, devo dizer, ao menos foi assim que o compreendi e entendi. Angústia de um pobre fantoche talvez, quem sabe seja exatamente o que entendi... Lembre-me de conversar sobre o poema contigo depois, tio Marcel xD
Muito bom, como sempre, melhorando a cada poema! (E eu estou de volta, com meus comentários inúteis)
20 de janeiro de 2010 às 21:37
um caminho escolhido já é passado...
de que adianta reclamar as milhas transpostas, se no final, só lhe resta seguir em frente ou retorná-las, atrasando ainda mais o futuro...
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