Desculpem pela falta de qualidade, e só.Quero crer que continuarei a vender idéias à pastelaria
e a operar esse maquinário obsoleto e moderno
quero crer que continuarei educadamente indiscreto
a invejar a voz e a letra dos arredores
quero continuar a mover eventos culturais
e a ofender fluxos coerentes, indiscrição matemática
quero beber o néctar da pena, mas pena de pombo
dos deuses e dos homens já não desejo muito
e quero crer, por fim
que continuarei a ser um pedreiro:
dizendo impropérios na rua
sorrindo por conquistas irrisórias
e carregando uma olaria debaixo do peito.





25 de fevereiro de 2010 às 19:06
De forma alguma perdôo a qualidade! Aliás, de forma alguma perdôo o fato de julgar seu poema de baixa qualidade.
Gostei do poema até porque senti uma ideia em comum, ou pelo contrário, uma ideia aversa. Pouco mais simples do que seus poemas, nem por isso inferior, aprecio a ideia em geral, poderia causar muitos debates...
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