
Retrovisores...
Observando-os
vejo um filme
ordinário...
Um filme que
concerteza já vi
e que de certa forma
é único
...apesar de mesquinho
e solitário...
temperos utilizados
em demasia por "cults"
e pernosticos.
É singular e sua
originalidade me
introduz em discussões
discutidas por uma só pessoa
que nem pessoa é...
e que evita resultados.
Um filme sobre
um sonhador cético
que quer acreditar
em todos e em tudo,
primordialmente amigos...
e que vive somente
nos derradeiros momentos
antes de dormir.
Hora de idealizações.
Mas que de súbito,
por acreditar ser
deveras espoliado
pelo Nada...
cansou-se e quis
os cantos escuros
nos quais ouvia
atento desbocados
realistas...
E isso o exauria...
Pensava em tudo
e em nada,
menos que era um covarde
o que de fato o atemorizava
por saber que era sim
um fraco e que sempre perdoaria...
Que por mais que
idealizasse e dedicasse
no final... repetiria
sempre e sempre
o mesmo desenlace
frustrado.
E isso mais uma vez
pela milésima vez
o enviava ao confuso
Nada...
...





1 de março de 2010 às 19:28
Consternante, devo admitir! Um tom (in)discutível de melancolia e ironia, mas que foi muito bem canalizado, embora não seja particularmente fã de poemas com esse tipo de sentimento, conseguiu transformá-lo em uma ótima obra.
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