Neste último dia
me encontro (desencontrado)
à mesa de jantar,
a observar as antiguidades
objetos que fazem parte
da família
Mas como esses já são de casa
neste dia derradeiro
deixo-os de lado e
observo os semelhantes,
companheiros orgulhosos
das gerações passadas,
escassos e esquecidos no tempo
mostrados nesta feira confortável
rigorosamente cronometrada.
à nordeste...
continua a me entreter,
este tubo dinâmico
com a realidade e a ficção
tão próxima-distantes...
numa congregação especular
que traduz ondas
eletromagnéticas
Olhando para esse passado,
assim como fazem os historiadores,
tento entender o que está por vir
ou como cheguei a esta situação
que muito me desagrada
por estar envolto num paradoxo vital...
mesmo dispondo de toda esta tecnologia
que se reflete em avanços significativos
amplos...
o regresso é deveras...
persuasivo; gritante;
verossímil...!
Essa antiga vigência
tida nesses passados
móveis rústicos
é por demais sedutora...
e não é de hoje
que me pergunto se pertenço
mesmo a este tempo...
Poema escrito ao som de "Django Reinhardt - Swing from Paris #1" quanta nostalgia e "feeling"... e incitado pelo programa "Terras de Minas" no qual mostrou
antigos ofícios e costumes dessa província cheia de história...






10 de fevereiro de 2010 às 19:24
Poema simbolista pós-moderno, emocionante! Raro encontrar algum simbolismo pós modernista decente... Fiquei pensando como o poema ficaria se fosse decassílabo, soou muito bem! Embora o assunto peça uma métrica modernista =/
Enfim, ótimo poema! (Inspiração musical ótima também!)
12 de fevereiro de 2010 às 02:51
Emocionante! Acho que isso sintetiza a dança do universo. Muito foda!!!
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