Bom, estava com saudades de escrever alguma coisa em estado letárgico. Não como faz dois dias, e me parece que não me alimento faz uns quinze anos - saudade disso. Porque não, saudade a gente não escolhe.essa voz que não se altera per se
esse silêncio que engloba a voz soluçante
esse arco-íris híbrido, que indecide minhas cores
esse sentido que não se declara
essa tremedeira que ninguém mede
e a trepadeira que o vizinho deixou crescer
meus versos fixos já foram mais ambiciosos
e já quis falar de futuro, e já quis não falar de amor
o gato que pulou da janela, foi ontem ou hoje ou amanhã?
subitamente não sei se o futuro é um passo novo ou medido
sei que tremo sempre, em vibração contínua e estrutura fixa
manuel, manuel, que fizeste com meus versos
retalhei a colcha pra me lembrar que era de mário
e descobrir que no final é tudo uma metáfora mesmo:
o revenue de março deixa seus marcos e prepassos
um tijolo aqui, outro ali, e a olaria no peito de que sempre falo





3 de abril de 2010 às 00:43
o que comentar... O QUE COMENTAR?! WTF! Sério, um dos meus preferidos, apesar de quase todos o serem, mas este... deste ano, ao meu ver, o mais foda publicado!
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