Himahimasei

Jugo da carne

Marcadores: ,
“Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?”

Julgo, dos velhos cinéreos
num futuro meu próprio rosto
esculpido e talhado
com faca, espátula e fragmentos de-
(a)cepção

jogo com os velhos cinéreos
os velhos jogos de faz de conta
fiz de conta que não te vi
e rimei com a ânsia do porvir
rima pobre, superficial

julgo, dos monumentos de pedra
não há crime que tenha reparação
não há pedra que chore sem pó
ergui minha ponte
porque cruzastes?

o jogo dos munumentos de pedra
vívido em seus movimentos rígidos
é o mesmo que jogo em meu quarto:
simples e sujo, yet inextrincável
que fim levaram minhas peças livres?

julgo da carne e do pão
que a fome é sincera
e o frio não se afeta pelo olhar
não vejo os limites do campo
e o mundo me parece tão estrutural

jugo da carne
de preito inefável:
comeram-me as palavras

mas restam as pedras
a faca, a espátula
e gritos ao fundo do som do silêncio.

1 comentários:

Cara! Que coisa linda... fiquei até sem palavras. E a frase inicial é simplesmente brilhante! “Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como ser renovar sem primeiro se tornar cinzas?” Vom me lembrar disso!!!


Postar um comentário

Opiniões

Arquivo


faLLen

Este é o mistério do quociente:
sobre todos nós, um pouco de chuva tem que cair - só um pouco de chuva.

[tirinhas] Estou sem sorte

Twitter RSS Feed Orkut

Acompanhe

nossas Postagens ou Comentários

RSS Feed

Marcel

Não importa o destino, desde que o enfrentemos com o máximo de abandono...

RSS Feed Orkut

Uruanno

Na vida, é melhor cair lutando ante seu inimigo que permanecer em pé dando as costas aos seus amigos.

Twitter RSS Feed Orkut