pombos e rolinhas enormes
beija-flores
e todo o resto da passaridade
atribuindo culpas e causas
perene é o tronco, mas piam, piam
o culpado não foi pombo
nem rola, beija-flor ou andorinha
há quem culpe o vento
que de puro a purulento
a distância é meio dedo
aceito a carga, indômito em minha derrota:
se o peso impede de voar
há de servir como marca dos tempos.
Sobre o amor pela culpa de erros que não são seus...





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