SEXta feira
o dia para não se pensar
e talvez se esbaldar.
Acordara cansado
sem motivos e
sem delongas acreditou
na indisposição
que o esperava à porta...
ainda assim,
desconfiado como de praxe,
hesitou e resolveu
algumas coisas
e releu coisa alguma
e alguma coisa reiterou
sua predisposição
para o não.
Meio dia no alto da parede
algum impulso moroso
o leva, o faz, conectar-se
com o mundo virtual,
o qual já é quase mutual.
Mundo no qual sempre
encontrava alguma
escape valvulada,
maestra do fluxo.
Mas assim como...
caiu no jugo da rotina
e agora oscila numa
senoide.
Treze horas e após algum
tempo dispendido
o mesmo mundo virtual
de incomensurável grandeza
que suprime distâncias
continentais e que a cada
dia recebe um novo desbravador
ávido de dedos impávidos...
concede a condução
que alui a condição
perpetuada no fluir
dos anos...
Ainda que a conexão
suprima kilômetros,
essa é estabelecida
com o latente
e assim o teletransporte
responde por automotores
alimentados por restos
orgânicos sedimentados.
Por acreditar que
a permuta do transporte
era deveras onerosa
tinha asco por tal
condução "pública"
mas naquela sexta comum
não se importava.
A necessidade
ampliada pela sua idade
na tal cidade
que afronta sua capacidade
e que talvez resulte
nalguma atrocidade
o faz subsistir
fora de seu ninho.
Mais uma série de poemas que inicio, só que desta feita será uma cronologia bem estranha e, talvez, relatos/contos em verso. Não sei no que vai dar mas estou um pouco animado com tal idéia anormal. E imagino que renderá no máximo uns 7/8 textos.
E sim, cada vez mais desvairado, só que ainda comportado... tsc.





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