Poetzar não
é um luxo nem
muito menos uma
faculdade burilada,
vista com desdém
por olhos fechados.
Constitui-se numa
válvula que controla
e despeja no exterior;
rio, mar ou esgoto
as impressões; desgostos
gozo e registros obtidos
pelo jugo do meio
ou, de modo mais
drástico, pela subjetividade
inerente ao olhar marginal.
Olhares empíricos
resultam da opressão,
medo e necessidade turva
de esclarecer...
produto de preceitos
dogmas e receitas
recorrentes de efeito
xeroftálmico e estático
Poetzar é ruminar
doces ou sapos
adstringentes,
conceder às camaras
internas, o externo;
assimilando aquilo
que em breve será
devolvido...
O poeta é alguém
que pega emprestado
não é dono de nada
muito menos de seus
subjetivos versos
que de objetivos
só o expressionismo
(de fluxo sazonal)
Uma reflexão subjetiva para o travail poético, uma tentativa (talvez) falha de elucidar o fazer poético por este eu-marginal. Uma vil tentativa de criticar àqueles, maquinais, que criticam e/ou não entendem e por tamanha ignorância desdenham tal ocupação involuntária.





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