Carnavais e introspecções DES---
Mais uma vez
o terraço me
enseja alguma
reflexão...
mesmo porque
há janelas por lá...
Na rua
uma lâmpada
parco lampeja.
Insubsistente
e intermitente
E a água gélida
cai sem cessar
tornando os foliões
mais entrópicos
(muito embora
agrade os não-festivos
já que o ócio somado
a edredons é aconchegante)
e escorregadios
Quem está na chuva...
Ainda que este
interflúvio anual
seja lúdico, festivo
(e propiciador de
promiscuidades diversas)
não há muito
o que comemorar
afinal fragmentos
catalisados por esta
mesma fonte de vida
(e que evidencia
regimes pluviais)
dispersados no
início do ano
em regiões serranas
e favelizadas
continuam na fila
da cicatriz
é pra se molhar!
A sensação térmica
é pessoal, a exemplo
da dor e alegria...
Talvez por isto
esta água que
não lava alma
continue a resvalar
nos impermeáveis
inundando de acidez
aqueles que absorvem-na
Pausas são
necessárias
para a manutenção
das máquinas
e maquinistas
mas se a prevenção
não é senão dissimula
a ação, então...
O carne levare
continuará até
a quarta cinérea
que alías é
facultativa...
E a moribunda
quaresma
respirará por
aparelhos e
aos descuidados
de um qualquer,
afinal tradição
é (quase) sinônimo
alienação...
Mas se tiver
expectadores
e lucros no
horizonte,
chamaremos
os publicitários.
Afinal imagem
é tudor
Começando o ano e só.





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