Espontaneidades coercivas e reflexões anômalas
Domingo
totalidade noturna...
ocaso insurge
à janela
esclarecida
pela lua opulenta
Noite clara
e vagarosa
frescor amistoso
e instintos sórdidos,
dissimulados
(diversos lados)
Na rampa
de acesso
à rua...
vaga rosa
dispersa fragâncias
Musgos latentes
evidenciam
o completar
de alguns
outonos...
E em algum
lugar próximo,
trancafiado
dessacessado
da externalidade
opressora...
algum cachorro
chora ao ser
atingido pela
lua
E na minha reclusão
limitada por paredes
descontinuadas,
porta e janela
balaustradas...
urro à lua
pelo abandono
e em voz inaudita
me-é dito
...
Propósitos
são recorrentes
e validados
por compulsoriedades
internas.
Latência perpétua.





19 de junho de 2011 às 21:35
Lua, porque sempre a bela lua a inspirar as almas ?
muito bom.
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