Após à janta
de barriga cheia
e sem espaços
vorazes famintos
Em meu quarto
numa dada horizontalidade
pós-pandrial,
estou a alentar
meus desvarios
sentimentais com
músicas regadas à
melancolia e misantropia...
Mesmo que a janta
tenha sido há pouco,
há uma insatisfação
latente e não-codificada
que invita minha racionalidade
ao torpor opressor.
Estado contemplativo
no qual meus sentidos
ausentam-se pelos meandros
desencontrados, nos quais
agora o meu eu
procura se afogar
Contudo, para tal
covardia, por inércia
continuo covarde
egoísta mesquinho...
que apenas pensa
demasiadamente nas
irrisoriedades contingenciais
que desemboca em
baldadas recorrências
Lá fora, além-janelas
de aço e grades,
o céu impregnou-se
de umidade,
fator que suscita sensações
soturnas a este
taciturno dissimulado
A Lua ausente
impossibilita que
minhas inaudições
encontrem ouvidos...
fator que suscita à
sovinice ou sovinez
sentimental
Paredes encharcadas
solo saturado e incapacitado
e um Sol de licença médica.
Por hora só me resta
esperar pelo vento,
que pela estação
deve ser gélido e hostil,
contudo, eis a minha alternativa
para secar essas auto-peças
amarrotadas e fragmentadas
que o meu Eu inconsciente
extendeu no varal da
área de serviços.
Mais um dia alcança
seu ocaso e as
respostas aqui
suscitam auspicios
reversos.





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