Himahimasei

Expectativas
Desencontradas
#2


Após à janta 
de barriga cheia 
e sem espaços 
vorazes famintos


Em meu quarto
numa dada horizontalidade
pós-pandrial, 
estou a alentar 
meus desvarios 
sentimentais com
músicas regadas à 
melancolia e misantropia...


Mesmo que a janta 
tenha sido há pouco,
há uma insatisfação
latente e não-codificada
que invita minha racionalidade
ao torpor opressor.

Estado contemplativo 
no qual meus sentidos 
ausentam-se pelos meandros
desencontrados, nos quais
agora o meu eu 
procura se afogar

Contudo, para tal
covardia, por inércia
continuo covarde
egoísta mesquinho...
que apenas pensa 
demasiadamente nas 
irrisoriedades contingenciais
que desemboca em 
baldadas recorrências



Lá fora, além-janelas
de aço e grades, 
o céu impregnou-se 
de umidade,
fator que suscita sensações
soturnas a este
taciturno dissimulado

A Lua ausente
impossibilita que 
minhas inaudições
encontrem ouvidos...
fator que suscita à
sovinice ou sovinez
sentimental

Paredes encharcadas
solo saturado e incapacitado
e um Sol de licença médica.
Por hora só me resta 
esperar pelo vento, 
que pela estação
deve ser gélido e hostil, 
contudo, eis a minha alternativa
para secar essas auto-peças
amarrotadas e fragmentadas
que o meu Eu inconsciente
extendeu no varal da 
área de serviços.




Mais um dia alcança 
seu ocaso e as
respostas aqui
suscitam auspicios 
reversos.
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Este é o mistério do quociente:
sobre todos nós, um pouco de chuva tem que cair - só um pouco de chuva.

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