No prelúdio do apagar
na horizontalidade acobertada
de minha cama
versos soturnos emergem
e o sono, contrito alentador,
esvaece pela porta cerrada
ou pela gélida janela de metal
deixando-me a consternação
de urgir estes versos de
morte.
"Eu escrevo pr'aqueles
que já desfrutam do drástico"
foi o pensamento e início
da estrofe que constrangeu
o provedor de horizontalidade.
Meus escritos são de morte
pois morte é o termo.
Minhas caladas pretensões
meus sonhos de criança
e os planos de sobrevivência
foram todos destroçados;
fragmentos ao ralo.
Não conjecturo maldições
por ser uma solução oportuna e rala
e os porquês desse infortúnio imanente
não me desperta atenção;
ludibrio-me por nenhuma razão.
Enquanto cavo palavras
desta dor versada
alheio e além a este quadro
carros e demais (humanos) motorizados
promovem os marcos
dentre os quais, algures
se aloca o silêncio.
E aqui neste estacionário
com sono à espreita
relembro d'um quarto
que já se fora e de
quadros desbotados...
a rua me faz revisitar
sonhos que a adulta
haveria de me proporcionar
e o caderno do qual
me sirvo folhas e anteparo,
suporte calado,
sugere que talvez o
norte d'erudição pelo qual
dispendi esforços inefáveis
talvez seja a procurada
maldição.
Os "esforços" dos dias últimos
foram atos ordinários
acometidos pelas recorrências
que as expectativas reversas
promovem
Nada que defrontasse
essa conspícua solidão
hipodérmica...
Morte dos versos.
E o mês de Julho sempre me será mês de paroxismos e não é a prima vez que desalentos afetivos me proporciona versos (nesse mês) que flertam com o ultra-romantismo, mas por ser um marginal quase total e com a cara de "malaco", ultra romantismo nunca estará presente em mais do que uma estrofe...
Fim da parte um.






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