Dedicado à garota suicida do biblioteconomia
Guardei as rosas
a vida inteira
e só ofereci goiabas
mas é necessário mais que alimento
Andei por pastos
que aguardavam meus passos
e sentei nas rochas
e rezei pra deus
mas ele era tão maiúsculo
(mas tão maiúsculo)
que não me devolveu em ósculo
o oratório chulo
Cruzei com outros caminhos
e caminhantes, às vezes
não de forma animalesca
ainda que concupsciente
Me afoguei em rios
me afoguei em lagos
me afoguei em poças
afoguei-me na gramática
Acorrentaram-me
razão e emoção, espírito santo amém
reavaliei todos os meus pombos em branco
e subitamente vi a liberdade, infernal:
cárcere do não-encarceramento
álibi suave da solidão
Foi aí que olhei para o céu
e cantei a música das estrelas
mas elas me cegaram
ah, como cegaram
não porque brilhavam
mas porque brilhavam no escuro






23 de abril de 2009 às 10:54
sem nexo, sem sentido... profundo eu diria...
espero que nem todos façam como ela, mudar de curço no meio do caminho não é lá um abismo sem fim, mas quem sabe apenas um meio de procurar o novo, o desconhecido e o diferente....
relaxa, mudando ou não, sempre haverá mais pela frente...
23 de abril de 2009 às 12:46
Enquanto estou aqui sentado, cumprindo meu expediente, vejo inúmeros transeuntes passando à frente da loja... todos tem em comum à pressa, e a maioria deles, o desprezo pela cortesia e educação. Vejo-os e reflito sobre o acontecimento que induziu nosso autor a esta obra...
A principio muitos diriam que ela foi covarde por não suportar o jugo de sua vida, no entanto, paradoxalmente, pode-se perceber um ato corajoso (sim diogo...) por se libertar deste mundo imundo, hipersaturado de hipocrisia e odores sufocantes, mortíferos, expelidos por estes seres fétidos... pessoas. Percebendo a fragilidade de sua teca e toda esta efemeridade que a acometia, julgou, talvez desesperadamente... talvez friamente, meticulosamente... e se jogou de encontro a eternidade, tranquila na qual seus devaneios podem se realizar. Ou não, talvez-- este não é o momento propício.
Quiçá...
Quiçá devesse eu não ter dito nada por não ter nada a dizer.
23 de abril de 2009 às 20:14
ou quiçá eu tenha te convencido hoje de manhã no meu argumento sobre o suicídio como uma expressão hiperracional ou irracional de liberdade XD
24 de abril de 2009 às 18:04
Uma ótima epifania...
o marcel disse tudo que eu pretendia dizer, e mais...
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