eis que depois de, quase, duas semanas sem "posts" aqui estou com um texto apoético mascarado (que estou tentando entender ainda)... acho que, agora, forneço a ocasião perfeita para me apredejarem e arrancarem esta teca poética... poesia é pra poucos, até aqui somente pseudo-poesias.
Enquanto cá estou, parado...
consternado com o problema
(irrisório, ínfimo...),
que me outorga este desvario volátil...
tento (sem sucesso, ainda) resolvê-lo.
O tempo passa
Com um sorriso petulante e diz algo...
Não o escuto, mas por experiência
creio saber o significado
Quando menino eu era
cena semelhante me acometeu,
numa tardezinha de terça-feira,
enquanto esperava meus responsáveis
atrasados involuntários, buscarem-me...
Escutara algo, agudizado...
incapaz de, naquele momento, compreender
mas sentia que logo, amadurecido, entederia...
(insurgente no casulo, incipiente no mundo)
Engano...
que se soma a inúmeros outros
nesta jusante com desembocadura em delta...
uma vida...
Nutrido e convencido por meu ego
entro de peito (estufado) aberto neste brejo traiçoeiro
e o peso do equilíbrio, sufoca-me
por tê-lo desdenhado anteriormente
quando acreditei cegamente que só a teoria bastaria...
O brejo continua (ou eu continuo nele, não sei...)
em qual referencial me situo, não sei...
docilmente o tempo continua, rindo contritamente...
Talvez quando encontrar a rosa dos ventos
os significados, de carona nos Alísios, cheguem até mim.





26 de junho de 2009 às 12:07
"Talvez quando encontrar a rosa dos ventos
os significados, de carona nos Alísios, cheguem até mim."
foda.
27 de junho de 2009 às 00:39
Queria que vc explicasse o título! O que eu entendi dele é que originalmente eles deveriam vir de uma direção reta (norte) mas acabam desviando-se (nordeste)e chegando totalmente mudados até vc...é isso?
(também pensei na possibilidade de Ventos "Deste" -deste ser-)
27 de junho de 2009 às 19:58
penúltima estrofe tá foda...
eu pensei mais na segunda possibilidade da pi... não sei muito bem como explicar, mas entendi que tudo vem de você,...
28 de junho de 2009 às 15:12
Acredito no vento como a maior manifestação democratica da natureza, tem para todos, não falta a ninguém, em lugar algum. As analogias entre o vento e o pensamento, a formação de um ser, coisa que somente os poetas entendem.
Sursum Corda!
28 de junho de 2009 às 18:53
Antes dos esclarecimentos, devo dizer que estou extremamente feliz com a recepção e que isso é altamente estimulante e prazeroso... agradeço demais! Muito obrigado a todos!
O interessante da poesia é justamente isto: cada um tem uma visão diferente e essa é pertinente com o que foi escrito, vide este caso, pois quando escrevi e terminei o texto, não havia percebido esses referenciais mostrados nos comentários (e pode ainda aparecer um outro sujeito e apontar mais um referencial)...
O título, ventos de nordeste, (putz to até confuso pra responder...) seria algo como o vento que traz o norte, algum significado pra essa insignificancia que é a vida (minha), na qual o tempo tem passado e até hoje sinto que não fiz nada ainda, e por isso o porque do tempo passar (ter passado) rindo contritamente pra mim. O termo "agudizado" é efeito dopler, "escutara algo" ou seja, desde menino que sou, meio que, atormentado por essa insignificância.
E pra finalizar, esse (assim como em todos os outros textos meus) é um jogo de analogias, conotativas, com termos técnicos de materias diversas, vide o próprio título; alísios; jusante; foz em delta (geografia física)agudizado; etc...
29 de junho de 2009 às 12:33
seriam os ventos do passados estes mesmos ventos q hoje estão a nossa volta?!
...o vento não morre, não pára, simplesmente se desloca!!
essa ficou fina demais...
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