Passeios virtuais com flores de borracha
Ai daquele que criticar a música.
o que você quer? cigarro? mulher?
um gole de Natasha?
não, obrigado, não preciso
estou sóbrio, e, não obstante
já me parece tudo inebriante
não sei porque rimo
já que em voz nada tenho ou espero
exceto um lamuriar insincero
e tudo que eu vejo é quebrantado
mais perto, mais perto
a queda é longa e não vejo alambrado
atravesso a passarela em silêncio profundo
quem sou eu? onde está ela? aonde irá?
não me deixe aqui; ne me quitte pas.





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