Himahimasei

Denso esparso

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Relato falho de um flamejante não-falho

E a fumaça sobe...

preta; espessa
mortífera...

Corroe, consome, a pseudo-reciclagem
imunda; displicente; hipócrita...
Existente graças à vista-grossa de alguns imundos
que insiste em fechar os olhos
aos marginalizados... desamparados.

Essa espessa fumaça, apesar de densa,
deixa a troposfera
oferece mordacidamente, um abraço
quente e acolhedor à nossa fina e frágil
camada de ozônio.

Veículos com sirene e jatos-de-água se aproximam
tentam conter a fúria voraz que consome...
o invisível; abstrato; desprezado
tão carinhosamente desdenhado
com sorrisos e politicagem...

Ao som das águas batendo nas telhas de amianto
retorcidas; quentes; inválidas
(cobertores passivos de tamanha sujeira)...
Tento dormir pois amanhã meu trabalho me espera
Talvez esqueça ou...

Melhor deixar pra lá, pois quando o fogo abaixar
as sujeiras lavadas pelos bombeiros
serão as únicas atendidas... as outras...
bom, essas voltarão pra debaixo dos panos
e nós para a mesmice HIPÓCRITA senoidal.

O céu tão bonito...
manchado mais uma vez.
Queria eu ver somente a beleza da lua contrastada
nessa fumaça negra...

Bom, tal incidente é verídico e aconteceu nas proximidades de minha casa há pouco mais de um mês, consternou-me por sua voracidade... mas o engraçado é que, foi só olhar para a lua, embassada pela fumaça negra, que logo veio à mente escrever algo a respeito, pena que ficou longe de acalentar minhas espectativas...
Comentem esse relato apoético e falho!
4 comentários:

senti o quanto urbanos somos cara...

muito bom mesmo...


bom, sinceramente, eu curti... as palavras mais fortes pra mim são mordacidamente (mordaz e ácido?) e amianto; esta porque sim, aquela porque achei a junção genial

e me pergunto se as cinzas que não foram apagadas e por ninguém lavadas estão mesmo por baixo dos panos ou estão aí pelo vento, tocando todas as peles, infectando cada canto limpo

odeio poesia política, sempre me faz pensar mais que deveria


cof cof cof (minha análise está implícita hauhea)


Como de praxe, diogo atento aos intertícios... eu diria que a sujeira (volátil) não é algo que só panos consiga esconder e muito menos prender... sim, está embaixo dos panos, ao relento, a tocar e poluir os ainda não poluídos...

Pois é uruchas... mas conseguiríamos abandonar isto aqui?

PS: creio que será este um dos poucos, senão o único, texto político de minha autoria a postar aqui. Política... é um câncer que consome aqueles fétidos nela inseridos e aqueles que se consternam na utópia de mudanças...

Agradeço os coments...


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