O que procuro...
inefável.
Estou nesta estação há...
os trilhos, difusos,
dispersos, entrelaçados...
impossibilitam qualquer trem
chegar até mim.
Continuo..., hora sentado
esperançoso com olhos de criança...
(ingênuo)
...hora deitado... acomodado
feito um mendigo, esperando...
NADA!
(futuro xeroftálmico)
ou apenas...
desmerecedor de algo valioso
cachorro preguiçoso de merda
...hora nervoso, inquieto...
oscilando (des)harmoniosamente
entre vales e cristas
(vigência sufocante)
rebeldia juvenil...
conquistada pelo tempo
O tempo continua a passar
vários destinos
todos incertos...
no entanto, passam
neste lugar nenhum
no qual eu algum se encontra
Ao fim do dia
me encontro numa
sala escura, várias poltronas
todas ocupadas por ninguém.
Eis que uma luz surge
recebida calorosamente
por um anteparo
descolorido...
Percebo uma presença
sombria ao meu lado.
Finalmente vejo a companheira (invisível)
desconhecida; desconvidada;
desdenhada... desgraçada!
que sempre esteve próxima
mas sempre evitou percepção
acompanhando-me há...
Um filme se inicia...
estranho.
um protagonista em meio a nada
(nada tem meio?)
nenhum pouco romântico
inconvencional
pungente
rompante?... não.
complexo?... acho que seu criador
Marginal...
amorfo... inefável
chato.
Eis que minha companheira
me abraça e tudo escurece...
(queria dizer que foi bom)






23 de outubro de 2009 às 08:30
sem palavras, poema muito bom, e o final VAI ser conversado O-O
8 de novembro de 2009 às 02:07
por incrível que pareça... esse é o meu preferido... Toda vez que leio-o sinto um orgulho danado... é algo amorfo, mas confortante por conseguir expressar muita coisa que, eu falhamente, não conseguiria dizer com palavras... É estranho demais mas sinto que sou deveras falho no dizer.
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