para poder aspirar a fumaça
e sorver toda a melancolia maquínica
aquela angústia do ano de mil novecentos e noventa e ontem
comer pão com fumaça, e aspirar tudo
devolver à terra o pão, mas não a fumaça
aquela angústia ambientalista de noventa e ontem
quando tínhamos algo para dizer, um motivo pra tudo
sem inocência, amargando cada erro
subvertendo latas radioativas (inocentemente)
queria morar numa cidade industrial
para fumar o que eu já não sou num baseado do bom
e minhas crenças, lembranças protitípicas
não concluídas: amargadas, mas só de vez em quando
nasci uma floresta verde
mas hoje só resta o reboco cinzento, cinzelado
e comer um picolé assistindo ao espetáculo do smog
sabor de tutti-frutti, daqueles que bem podiam ser de fumaça
minha cidade dos outros
não tem fumaça nem reboco (só de vez em quando)
minha cidade dos outros é colorida
as cores gritam tanto que dói
as cores gritam que tanto dói
a quem é cinza cinzelado
minha cidade dos outros
não tem fumaça, tem fumê
no lugar de abóboras contamos cabeças
aquelas que tanto doem
aquelas que tanto sussurram
que cinza mesmo é o arco-íris
resposta ao último poema do marcel, sobre a cidade dele, tudo verdade






5 de outubro de 2009 às 16:41
putz... "resposta ao último poema do marcel, sobre a cidade dele, tudo verdade" resposta?! ahuehUHUEAHUE resposta?! putz que poema antológico! Credo... fiquei extasiado e profundamente admirado por esse poema e o melhor... foi a partir de uma idéia sua, ao vento, que fiz aquele texto, no ônibus quando regressava pra casa naquele dia... ou seja, que troca de favores ein... aheuhUHEUHEUAH
curti demais, mas muito mesmo!
Falo mais nada depois dessa, seu elite! Excelente resposta...
8 de outubro de 2009 às 10:18
:O
oi!
8 de outubro de 2009 às 22:50
não sei se isso é um elogio ou o quê...
mas fico feliz de provocar uma boca aberta, eu acho
sério, obrigado por comentar =)
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