Erguer o rosto, olhar para as nuvens
aspergir o gás enlameado, como vento puro
dar ao vento o farfalhar dos meus cabelos, folha-de-gente
dormir pelo descanso, sonhos talvez
acordar pelo sonho, sempre febril
andar em busca da morte, antes que ela me busque
fitar a tempestade que aguarda, férrea ou fugaz
beber cada gota, tornar-me a tormenta
beber como meu sangue que cai sem medida
tornar a sonhar o sonho, do sangue reposto, da chuva
viver a escolha, tão pleno de medo
confrontar os moinhos, romanticamente
ignorar o medo, aceitar já não ser tão inocente
buscar e lutar pela própria inocência, socraticamente
e sonhar, sonhar sempre, com infantilidade
tomar o caminho imposto pelos passos que tomei, pleno de medo
julgar, tão pós-moderno, tudo, sem margem alguma de razão
saber-me imperfeito, perfeitamente humano, sempre
cravar as presas, veemente, em tudo que sei
e, uma vez vencido, perante a intempérie
fechar meus olhos, para sempre e por hora
vivendo, em sonho, o impossível em mim.
Finalmente escrevi, quixotesco e estúpido, o que tempos atrás três pessoas chamariam de código de honra... hoje é apenas meu modo de vida. O Paulo Coelho ia adorar, oho. De qualquer forma, é mais importante que parece, motivo pelo qual não me importei quando percebi que estou soando como um texto antigo do Matheus. E peço desculpas a mim mesmo por ter me permitido usar azul em um troço tão sério...






16 de novembro de 2009 às 19:41
É, estou comentando '-' deixando de ser só leitora? Maibe...
Como não comentar em Quixote? Logo me vem a imagem de um Fallen em cima de um cavalo travando batalhas galantes com um moinho de vento (entenda o que quiser por moinho de vento)
Apenas um comentário inútil, só para dizer que gostei, embora soe diferente de vc mesmo (ao menos para mim), mas quem sabe isso seja bom ^^
17 de novembro de 2009 às 20:47
O bom filho à casa torna.
É Diogo, sorrio ao ME ver aí... Sorrio ao lembrar de palavras proferidas... Sorrio de textos ocultos...
Apesar de ter sumido, ainda existo. Nego meus comentários aos outros poemas, mas esse requer uma atenção especial, afinal, passado é passado...
Traduziu muito bem o que eramos, e o que alguns continuam a ser. Me deu uma pequena faísca, veremos se conseguirei criar pelo menos uma tocha....
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