Na volta do caminho
amigos... perdidos
no tempo.
Perdidos por encontrarem
(ou por encontrar o que não procuro)
Agradeço por me encontrarem
(o fantasma da perdição
continua próximo).
Na marginalidade
o silêncio das ruas
diz muitas sombras...
Sombras resistentes
experientes
sombras oportunistas...
Coniventes.
Sombras calorosas
adiabáticas...
Arquivos públicos inexploráveis
Agradecidas
Um outro mundo acorda
atividades informais
do setor terciário
locomovem e se adaptam
aos vértices
de ruas... praças...
becos
fracamente iluminados.
Consumidores exigentes...
insaciáveis
nem um pouco confiáveis
efemêros
alucinados...
... brotam de seus túmulos
e anseiam pela vida
ou pela sua sombra.
vampiros queratinizados...
assustados.
Ricos
pobres
miseráveis...
Patrões fascistas
com mãos de ferro
(ou com o ferro em mãos)
outorgam suas leis
à um sítio
(nada acima deles
nada contra eles)
nesse estado
a mão pesada coordena
os mãos leves
E nas sombras
tudo se esclarece...
Eis mais um sem mãe... escrito após uma ida, bastante agradável, à casa de um grande ex-amigo, companheiro dos tempos de escola e dos tempos aureos de headbanger, shows memoráveis (vide Symphony X... Edguy e muitos outros). E como sempre fomos marginais, algumas coisas são mais visíveis à noite e foram tais coisas que me incitaram a escrever... No mais, critiquem do seu conforto central e politizado ou policiado... aheuhUHEUAEHU ou por falar tais asneiras =P





13 de dezembro de 2009 às 21:33
Muito bom, mas te senti meio apático nele...algo mais como um expectador da própria vida (Obrigado, diogo, pela analogia xP)
mas muito bem, só espero que essa apatia não passe de impressão minha
14 de dezembro de 2009 às 19:59
Tenho que concordar com o Uru, também senti uma apatia no poema... Talvez proposital, talvez pelo enfoque em tudo antes de si.
Gosto mais dos seus desentitularizados, são neles que mais consigo captar sensações e pensar sobre o que diz, devo admitir que pensarei muito tempo sobre esse!
Muito bom, tio! Como sempre ^^
21 de dezembro de 2009 às 23:46
finalmente li com vontade esse poema... e confesso que bem imaginei que tava demorando a aparecer um poema no seu velho estilo
como sempre, gostei
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