Enquanto espero
minha correção
meus olhos
inquietos
Mostram-me
pormenores desprezados
lugares e coisas
irrisórias...
Tal distanciamento
palpebral
eleva a entropia
cerebral
Pensamentos desconexos
insistem em conectar
elementos dispersos
pelo acaso
Um mar de idéias
fluindo pelo ralo
[da pia...
Volto a observar
os vazios, lugares...
Lugares que rejuvenescem
nas travessuras infantis
Envelhecem (e morrem)
nas sábias e amadurecidas
palhaçadas adultas...
Lugares... que são túmulos
Fecho os olhos
e um nome ecoa...
num automatismo amorfo
me dirijo à sentença.
A idéia surgiu enquanto esperava pela correção... olhando difusamente a sala comecei a esboçar tal feito... engraçado, enquanto ouvia o que me levara a tal local, ia me perdendo ao garimpar palavras e idéias... por fim o que ouvi foi agradável, e conheci uma pessoa bem interessante, que também elogiou meu texto... E o fato engraçado é que dois colegas curtiram demais a poesia... viajaram legal e ficaram muito empolgados, discutindo os seus entendimentos, foi uma satisfação inefável. Eis a poesia que consegui mais elogios "na lata", sendo todos eles de pessoas que conhecem bastante do assunto. Fiquei extremamente empolgado e satisfeito...






16 de dezembro de 2009 às 19:30
Poema maravilhoso, tio! Gostei tanto quanto dos da série de desintitularizados.
O que mais me chamou a atenção foi a esporacidade do poema, mas também um sentimento de introspecção profunda, até um leve toque de isolamento (ou estou viajando?! xD).
17 de dezembro de 2009 às 01:12
aheuahuHEUHAU mocinha esperta! Vivo numa profunda instrospecção e o isolamento, apesar do laços de amizade que estabeleço facilmente, é inevitável... por isso do "ser marginal". Mas é exatamente isso que tu falou... e também gostei da esporacidade do poema! Foi algo tão espontâneo que não me surpreendeu por ser introspectivo aheuhUEHAU eu sentado na cadeira esperando alguma corretora me chamar e KBUM! comecei a esboçar na folha do fundo... aheuhUHEU
Valeu por estar sempre atenta ao que escrevo, nao tenho palavras pra dizer o quão satisfatório é isso.
22 de dezembro de 2009 às 19:56
"Somente onde há sepulturas pode haver ressureições" - Íncrivelmente uma frase atribuida a Nietzsche... Acho que cai bem aqui.
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