Final de ano...
(final de um ciclo
ínicio do mesmo ciclo)
Caos centralizado
espíritos renovados
e a mesma hipocrisia
os anos se repetem...
A proximidade do fim
incita sentimentos secundários
esquecidos nalgum canto
por nós e/ou pelos educadores.
Sentimentos oprimidos
pelo esquecimento...
no canto escuro
do quarto de castigo...
O fim é indelével
É fascinante a persuasão
deste período final...
Todos, quase, são coagidos
a trocarem de roupas e máscaras
(tecas estão sendo
produzidas a todo vapor)
para os dois últimos bailes...
... bailes dispersos, conectados
por fibra-ótica a central
de Comércio Sonhos e Anseios S.A.
(Globalização, moeda una)
Demora-se algum tempo
para perceber que a magia
[é feitiçaria...
Mesmo porque a percepção
está em conflito com a inércia
e que tudo é feito com vistas
àgradar alguém...
não este do seus anseios
e sim aquele que contratou esse...
Natal... reveillon...
espelhos de caráter Dual
Quando menino eu era
existia algum significado
concedido pela esperança e inocência...
Hoje, oxidado e enrijecido
pelas voltas ao redor do sol
estou cego para encontrar
tais pertences, tão pessoais...
nos achados-e-perdidos
das estações.
Texto catalisado após a leitura do texto que precede este na postagem de nosso blog... temas contemporâneos e urbanos são sempre um prato cheio, nos quais estou sempre me lambuzando e sendo reprimido por alguém... Está um pouco atrasado, mas continua válido pois esta semana toda a mística do natal e reveillon se mesclam. Agradeço aos caros amigos presentes neste ano... como sempre, meu grande triunfo.






27 de dezembro de 2009 às 19:29
como já comentei pessoalmente, me causa um estranhamento o final do poema... escapismo que não tinha visto nos seus textos, cheiro de coisa nova, muito bom!
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