Perdoem a insistência da rima... o ritmo do poema é seu próprio tema, então eu não pude fugir.
Ah, estava me esquecendo de citar o Lou reed, de onde tirei parte da idéia (a outra parte se chama minha vida oho).
na noite de natal, luzes e avisos
ômega do meu ímago, âmago da saturação
meu corpo já não sente a rijez da verdasca
na noite de natal, sinos e guizos
e fome e frio e chuva e calor
quebrei uma castanha sem quebrar a casca
na noite de natal, símios sorrisos
se o mundo está em chamas não sei
e é tão frio no alasca
enfim, chovem panfletos
chovem panfletos no cinéreo cinzal
e quando olho pra cima, não sei se é nevasca
ou se a castanha que se quebrou sem casca
me quebrou consigo, incidental






27 de dezembro de 2009 às 01:17
não repetirei coments...
apenas amei a imagem
27 de dezembro de 2009 às 16:35
Hmmm... natal é mesmo fascinante... através desse texto me senti numa rua em NY, cercada por aqueles altos prédios, de tijolinho, enquanto pessoas... pessoas, não existiam! Hora é noite, hora é de tardezinha... e a neve caía... calma e fria... e eu estático, sem saber de nada, como se estivesse acabado de nascer, ou de morrer...
curti o texto...
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