o vão
o tento
o fogo no convento
a cinza que arde e urge
o coincidir da constatação
a estrutura
processos e fábricas
mecânicos ou psicossomáticos
...psicossemanticos!
não mais que coincidência
sempre a pseudocongruir
enlevar do falso grilhão
continuum
idas e vindas
cartas
ou notícias
interessantemente desinteressados
nem tudo convém,
nem tudo converge
sem Clarim na longuidão
como um grito sem tessitura
beleza que se desfigura
como trilhos de carvão
Inspirado pelos fantásticos intertextos do meu Estação, escritos pelos colegas de blog. Insistindo na poética progressiva (mas não progressista) que venho pensando, embora não ache que seja grande cousa graúda. E espero que depois dessa sequência ninguém me venha com trens nem nada do tipo, já saturamos o tema. Ah, a foto é de Cartier-Bresson... de uma situação inesperada do cotidiano, um clássico da fotografia.






7 de dezembro de 2009 às 18:52
oh God, se tivermos mais uma série assim, viraremos escritores famosos xD
ótimo texto... ótimo!
7 de dezembro de 2009 às 21:11
Ótimo modo de dar fim à uma série excepcional! Ainda me dando uma sensação de fluidez no fim... Seria proposital?
Ei, vcs ainda serão famosos e eu serei a pessoa na fila de autógrafos dizendo "Meus amigos e meu namorado, olha lá! *aponta* Sou a fã #1 sabia?!" xD
7 de dezembro de 2009 às 22:48
bru, foi proposital sim, queria ver se você percebia XD
"Insistindo na poética progressiva (mas não progressista)"
8 de dezembro de 2009 às 19:35
Pera aew... só porque tu é o condutor deste vagão aqui, não significa que pode sair encerrando temas assim... aheuHUEHUAEHU tu pode simplesmente parar o vagão, mas isso pode incitar conjura... aheuhUHEUAHE mas se bem que pra fechar com chave de ouro...
Excelente texto! Não esperaria menos...
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