Enquanto alguns
acordam e outros dormem
o sol continua
sua ascendência
(ou nós rumo ao vale)
O sol é uma formiga
Outro cão... encardido
margeia minha trajetória...
(ou eu ando em círculos)
Esse insiste em aumentar
sua superfície de contato...
O papelão que lhe suporta
continua úmido
e após uma longa
noite de peleja
o sol insiste
em cutucar-lhe
os olhos...
...Remelentos e revoltados.
Canetas que borraram
o branco, ingênuo e puro
com o vermelho negro...
Borrachas que apagaram
os preceitos e a admiração
e evidenciaram os enganos
infantis...
Lápis pungentes que rasuraram
o nobre o papel do caderno
ganho na admiração da vida...
Tais minutos
de conjura
São inestimáveis...
minutos de prece
que precede o "front"
(mamadeira de caos)
O mundo cão
paciente
espera com um
sorriso de mãe...
Poema escrito no mês de Dezembro, incitado por um cachorro... que todo dia, naqueles dias chuvosos, estava na mesma posição deitado sobre o papelão úmido e velho, a esperar pelo momento derradeiro... Este atraso na postagem deve-se à minha peleja em tentar concluí-lo, fato que não consegui e por isso mesmo o posto agora.





2 de fevereiro de 2010 às 18:26
Gostei do poema, principalmente da inspiração! Este tipo de situação sempre me faz pensar, mesmo que não me inspire a fazer algo descente xD
Enfim, ando gostando da nova "linha" de poemas mesmo que não sejam temporalmente lineares
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