Himahimasei

Manhã perdida

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Já na hora do almoço
acordar... tendo perdido
a doce brisa de Vênus

(Manhã que dentro de um cubo
não é mais que um continuísmo
frívolo.
Crepúsculo embaçado)


Meio-dia...
preenchido com o vazio
da presença não observada.
Desacordado
perdido nalguma escuridão
alheia à esta vastidão
incomensurável

Escuridão concedida
pelo excesso de luz
ou pela...
sua falta.


Vastidão
que concede sonhos
possibilidades variadas...
Mas que espreita
e espera pacientemente
pelo derradeiro
cárcere

Ordinário a todos
aspirantes


Interstícios são
frutos de fervorosas
orações...
Sujeitos inderterminados
absortos ou não
no caos

E no ócio
têm-se a comprovação
da dualidade temporal...









Baldado




Não há muito o que dizer...
1 comentários:

"E no ócio
têm-se a comprovação
da dualidade temporal..."
Já diz tudo! Ótimo poema tio, como usual, mas o sinto mais "amargurado" do que o normal... Quem sabe mais realista, mesmo que já o fosse.


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