Já na hora do almoço
acordar... tendo perdido
a doce brisa de Vênus
(Manhã que dentro de um cubo
não é mais que um continuísmo
frívolo.
Crepúsculo embaçado)
Meio-dia...
preenchido com o vazio
da presença não observada.
Desacordado
perdido nalguma escuridão
alheia à esta vastidão
incomensurável
Escuridão concedida
pelo excesso de luz
ou pela...
sua falta.
Vastidão
que concede sonhos
possibilidades variadas...
Mas que espreita
e espera pacientemente
pelo derradeiro
cárcere
Ordinário a todos
aspirantes
Interstícios são
frutos de fervorosas
orações...
Sujeitos inderterminados
absortos ou não
no caos
E no ócio
têm-se a comprovação
da dualidade temporal...
Baldado
Não há muito o que dizer...





2 de fevereiro de 2010 às 18:23
"E no ócio
têm-se a comprovação
da dualidade temporal..."
Já diz tudo! Ótimo poema tio, como usual, mas o sinto mais "amargurado" do que o normal... Quem sabe mais realista, mesmo que já o fosse.
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