quimo ruborizado que escorre pela parede
e aquele corpo pecaminoso
aduzido pela ascensão da glória matinal
dizem de um eu que só eu, mais ninguém
eu que amei com pudor
eu que chorei em louvor
eu que reinei em solidão
também o brilho do aço Blue
que me restringe em mãos e alma
e as sombras difusas na luz
ou seria a luz difusa nas sombras?
dizem de um só eu, que sou tantos
aquele que corta a noite em brio
aquele que se flagela em fino fio
aquele que se seduz por improbação
abelhas de lixo giram e reluzem
enquanto a evidência se torna clara
e a troca se faz equivaler
dê-me um instante de dia, um só
devolvo-lhe mil anos de noite
fim de epopéia, no abrir da ipoméia
mas as nuvens são esparsas, e há o róseo céu da manhã:
eu não consigo parar de sorrir.
engraçado sentir essa vontade súbita de retratar uma alma pecaminosa, talvez seja um reflexo da minha, haha...






11 de março de 2010 às 19:05
Poema melancólico até os últimos versos... Mas gostei da ideia de melancólica de "pecado" uma boa definição em versos...
11 de março de 2010 às 21:23
admito, precisei de uma ajuda xD
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