Himahimasei

As abelhas do lixo

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aquele sangue verminoso
quimo ruborizado que escorre pela parede
e aquele corpo pecaminoso
aduzido pela ascensão da glória matinal
dizem de um eu que só eu, mais ninguém

eu que amei com pudor
eu que chorei em louvor
eu que reinei em solidão

também o brilho do aço Blue
que me restringe em mãos e alma
e as sombras difusas na luz
ou seria a luz difusa nas sombras?
dizem de um só eu, que sou tantos

aquele que corta a noite em brio
aquele que se flagela em fino fio
aquele que se seduz por improbação

abelhas de lixo giram e reluzem
enquanto a evidência se torna clara
e a troca se faz equivaler
dê-me um instante de dia, um só
devolvo-lhe mil anos de noite

fim de epopéia, no abrir da ipoméia
mas as nuvens são esparsas, e há o róseo céu da manhã:
eu não consigo parar de sorrir.




engraçado sentir essa vontade súbita de retratar uma alma pecaminosa, talvez seja um reflexo da minha, haha...
2 comentários:

Poema melancólico até os últimos versos... Mas gostei da ideia de melancólica de "pecado" uma boa definição em versos...


admito, precisei de uma ajuda xD


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faLLen

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