Himahimasei

Policromia insaturada

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ouça o vento lá fora
chorando em ecos de inexpressão
ou seria apenas o som do silêncio?

esperando do lado de fora
luzes, roncos de motores, carros furiosos
a cidade segue seu caminho

o frio concorda
com o vento e murmura
murmura preces ao som do silêncio


um rádio toca

esmurro um muro de concreto
que me esmurra de volta, não com a mesma força
pequenos rasgos no som do silêncio

rádio insípido, de ruidos intermitentes
vozes concomitantes, um assobio
ou seria o choro do vento?

o som dos carros, do lado de fora
uma construção, e alguns pedestres, monótonos e monotônicos
imprescindem para o som do silêncio
2 comentários:

Poema impressionante, não só pelas palavras mas por toda a estrutura (inclusive a cor que deu o toque mais inquietante nele). Além disso, o tom reflexivo chega a ser contagiante, um poema para se refletir por horas...


um poema para se refletir por horas +1


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Este é o mistério do quociente:
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