Caminhando pelas ruas
divagando involuntariamente
nesta marginal(c)idade
nalgum bairro ou distrito
periférico... pendular
do qual diferença alguma
faz seu nome eu citar
Detalhes em demasia
em sua maioria, irrisórios
outorgam uma vil ocupação
a este transeunte desalento
que vos escreve...
Grãos suspensos
ou na superfície...
Monômeros desdenhados,
meliantes por imposição do Meio...
Objetos... de diferentes formações
forjados em instituições fundamentais (ou fundamentalistas)
destituídos ou não de técnicos
ou polidos e lapidados nas superiores...
Desamparados sem qualquer previdência
desempregados...
Só lhes restam
a reciclagem
total e parcial...
Talvez assim tenham uma nova
chance nesta sociedade
voraz...
Edaz...
excludente.
Dissimulada por
convenção...
Largados aos Montes
perambulando em busca
de lixeiras
ao sabor das correntezas...
Em epócas chuvosas
alvoroçam em demasia,
idolatram a Entropia
e por ela acreditam
nesta utopia...
Neste sistema,
no jugo da Entropia,
muros e paredes
delimitam as divisórias
deste recipiente...
nada homogêneo.
Em função
desses incomensuráveis
detalhes irrisórios, finitos...
O Sol e o Norte
se divertem escondendo
nas vastas sombras
que o Modernoso concede...
E nesta tarde
de ludicos e luddistas
tento sem sucesso
abandonar esta
palhaçada que a noite
me outorgou...
Nada de luz
norte ou
sul...
Seul?
Cada vez mais marginal! E nesta clínica de recuperação que se constitui agora meu quarto, evidencio o quão viciado cheguei a ser (ou, sou)...
O bom de se estar enclausurado, é que nessas horas, as mais nevrálgicas, surpresas eclodem subitamente e revelam respostas bastante satisfatórias...
No mais, bastante agradecido de alguns amigos terem aparecido aqui... (não se percebe isso quando se mergulha no virtual, alías, o virtual adora suprimir relações duradouras e verdadeiras com as suas falsas e persuasivas, relações... efêmeras.) inestimável ajuda...
Poema dedicado aos bons amigos dos tempos aureos de escola e basquetball... Diego (alto-falante); De Souza (Rafael); Filipe (juca) e Samuel (samucoso).
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Now playing: Billie Holiday (Feat. Teddy Wilson & His Orchestra) - Love Me Or Leave Me
via FoxyTunes






13 de março de 2010 às 20:47
Parabéns, meu caro...
É só o que direi, na falta de palavras pra expressar o que penso...
14 de março de 2010 às 17:53
Belissimo! Completamente marginal e transeuntes...
abração!
14 de março de 2010 às 23:47
O poema transmitiu muita vivacidade...Obrigado pela dedicatória...Foi um prazer revê-lo.
17 de março de 2010 às 19:09
esse ta entre os q irei reler adiante...
ficou bem dinamico!!
mto bom
agradeço a dedicatória
aguardo o proximo...
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