
Ao lado da cama
uma cômoda...
e uma incomoda parede,
que nem o é!
Uma parede é apenas isso
e não rima com nada
por estar completamente
trancada...
Truncada!
Trincada?
uma cômoda...
e uma incomoda parede,
que nem o é!
Uma parede é apenas isso
e não rima com nada
por estar completamente
trancada...
Truncada!
Trincada?
Não, apenas mal-acabada.
Derme descontínua...
Estirado em minha cama
sob os espessos cobertores
desnorteio-me e fumo um
cigarro de chama apagado
que não me incomoda
com o seu desfalecimento.
sob os espessos cobertores
desnorteio-me e fumo um
cigarro de chama apagado
que não me incomoda
com o seu desfalecimento.
Free... com as portas fechadas
e nenhuma alma pra atazanar.
Com a chama apagada
continuo a pensar nas paredes
e nos textos que essa
burguesa morta já me ensejou
continuo a pensar nas paredes
e nos textos que essa
burguesa morta já me ensejou
Fendas e rachaduras
emergem à mente...
catalisadas pela chama
que ignifica este
vil marginal...
A falta de lenha
nestes dias insensíveis
mesmo com esta mata
tropical adiante,
não é uma antítese
e sim uma franguice.
nestes dias insensíveis
mesmo com esta mata
tropical adiante,
não é uma antítese
e sim uma franguice.
A chuva cai do céu
e não me molha.
Com o cigarro apagado
alternando entre meus lábios
e dedos canhotos
continuo a tragar...
escrevendo na diligência
baldado de sair deste trem...
alternando entre meus lábios
e dedos canhotos
continuo a tragar...
escrevendo na diligência
baldado de sair deste trem...
Tudo porquê
ao passar pela esquina
do futuro...
um bom amigo lá
se postava...
Magricela vanguardista
que me mostrou este bonde
quando ainda se encontrava
a poucos metros do terminal.
Um grande amigo
sem relevar sua altura...
sem relevar sua altura...
O cigarro não se apagará
continua a me acalentar...
esmoreço em conjura
com as pesadas pálpebras,
empregadas acanhadas
do nervoso Cinzento.






24 de junho de 2010 às 12:41
Magricelo é o seu rabo; enfim, fora isso, acho que temos que conversar sobre o poema. Muito, mas muito bom ver você se libertar um pouco, que seja do blog, que seja da poesia, que seja da sua estagnação, que seja da minha influência.
14 de julho de 2010 às 11:46
E a parede continuará sendo apenas isso...trancada... Truncada!Trincada?
Sempre uma barreira a ser superada!!!
Muito bom!!!
Postar um comentário