
Observando a lua
e toda a escuridão
que acomete-a...
e a descontinuidade
provida por anos-luz
de remotos Astros fantasmas
que com seus brilhos
ludibria a vida
e disfarça a morte.
Tento evitar
as suas lembranças
que guardo em algum
âmago... raso.
Enterrei-as
nalgum chão
terra-roxa
passado vermelho vivo,
mas sempre que
a estiagem se acentua
eis que a caixa emerge...
à minha procura.
O rosto pálido
e rosado combinado
nos cabelos avermelhados...
E os lábios...
ah, os lábios que tanto
almejava e que
seduziam-me involuntariamente
ah os lábios...!
outorgava a este poço
um misto único
de calmaria e entropia.
Esquecê-la diante
desta lua saudável
por hora, não me é possível
A essa trama dos céus
nada posso fazer contra.
Tento escrever
no intuito de consumir
tais adoráveis pesadelos
mas a isso também se
aplica a teoria dos opostos
que não sei delinear
Alías, a ausência
de linearidade
foi o que me atraiu
me subjugou
e depois simplesmente...
É um deleite
vivenciar esse contraste:
A lua irrisorìus
gigante nesta
incomensurável escuridão...
E na falta de luz
é que me sinto vivo.
Dois flagelos se fazem presentes... e espero que passem logo.
No mais, expurgo as reminiscências de algo do ano passado através desse texto. Mais uma vez devo a ela isso. Mas não ousarei agradecer.





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