
Uma nuvem negra se aproxima...
Caminhando pelo distrito
atravessando ruas e avenidas
nas quais atravessei a pós-infância
outrora tão comuns e já desbravadas.
Tempos de colégio e aulas
dispensáveis à tarde...
Professores e supervisores dissimulados...
Mas a nostálgia é inevitável
Minhas andanças
por (agora n) essas vizinhãnças
é acidental...
e por ser um disperso
neste... distrito
evidencio suas mudanças;
novos edifícios e comércios
mais arrojados, e transeuntes
e transportadores em demasia
disputando espaço nas ruas
e um bocado de gente nova
que despontaram nesta década
e alguns que há pouco deixavam o cárcere,
tão hostilizado hoje,
mas crucial a qualquer educação,
e adentravam à rua
felizes por estarem no caminho de volta...
Muitos desses novos
eram carregados
por conterrâneos dos 80's
os quais agora respondem por pais...
alguns mais ousados, são da década seguinte.
Evidencio mais uma vez
minha estaticidade
e o atraso dos ponteiros...
Na busca de meus objetivos
caminhei por caminhos diversos
e quase me esqueci desta pseudo-raiz
haustório que tento remover
há algum tempo.
Olhando esses que constituem
o futuro da nação
e nem são geração coca-cola
mas sim o amadurecimento
precoce por demais
do nada.
Observo a nuvem negra
que se aproxima
e que sobre esses é perene...
agravada pela ausência
de mártires e causas.
Mas tal pensamento
assim como todos outros
é irrisório...
afinal, mentes rebeldes
são dissimuladamente desdenhadas,
o respaldo é tido
nos esgostos e amocambados
da vida.
A nuvem negra esvaiu-se...
com a chegada da noite.
E assim dou continuidade a esta fase, turva, que confunde a mim mesmo e me desagrada por não conseguir solidificar devaneios e desfalecimentos, digo, pensamentos... creio que a pressão que me impus sobre novas diretrizes na escrita no final das contas não foi salutar... o que contraria a física, "forças internas não são capazes alterar a quantidade de movimento total de um sistema, gerando assim um impulso resultante".
Ademais continuarei a escrever, independente da fase... quero registrar as estações.
Concomitante paulatino, passo a acreditar que nem eu mesmo entendo o que escrevo, digo, creio que de tanto ver não entendidos acerca do que escrevo. Ademais evidencio isso em minhas conversas com pessoas. Não digo isso com fundo egocêntrico, apesar de alguns momentos ser por demais pernóstico, não estou fazendo isso agora. Acho sinceramente que isso ferra com o propósito de escrever e, principalmente, com a poesia.
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Now playing: Opeth - Dirge For November
via FoxyTunes





14 de julho de 2010 às 11:49
Esse foi o que mais curti! Trevas diurnas e trevas noturnas... Muito bonito!!!
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