Luzes parcos
dão o tom noturno
desta melodia que ecoa
através dessas paredes
velhas e intemperizadas...
Paredes essencialmente
cinéreas quando novas...
E algumas mais excêntricas
de cores que variavam
e negavam a essência.
Desejosas de testumunhos
e de um futuro histórico
Em conjura contra a alvenaria...
sob o jugo do Inexorabìlis
abstraíram o silêncio
e as mais sombrias
(proto)cooperaram com musgos e lodos.
Aciduladas pela chuva corrosiva
desfalecem sem cor.
Não diria que é uma continuação desse poema porque não o é! Apesar do título remeter a isso. Poema produzido sob uma dose pesada de "dark jazz" nestes dias gélidos e cinéreos...





Postar um comentário