Apogeu dilacerado...
(ou apenas catalisado)
É tão frio aqui
apesar de estar coberto
por completo...
Não há saídas...
nem mobilidade
hápenas mineirais suspensos
e dejetos enclausurados
todos sob o jugo da gravidade
regresso aos monômeros mineirais...
Decompositores
aguardam calmamente
a próxima refeição...
o cardápio não é vasto
mas os sabores...
são sempre um mistério.
Isso explica o porquê
de serem os últimos
A putrefação é perene
e socialista...
Eis a certeza-mor
alguns adoram-na
obscuros superficialmente
e infantis em seus quartos
escuros e silenciosos.
Outros fogem...
usufruem das maquiagens
de ontem e do amanhã
correm assustados do presente
e desfalecem
e serão jovens perpétuos...
Certifico-me e vivêncio-a...
e como um filho que deixa
os peitos da mãe e adentra
a infância com olhos esperançosos
e todo um caderno a ser escrito
borrado, rasuraso ou apenas, guardado...
espero ter mais sorte desta feita.
Um sofá carcomido
e algumas revistas de ontem
aos lados...
uma parede de madeira industrial
e uma porta
branca...
Inexorável!
(ou apenas catalisado)
É tão frio aqui
apesar de estar coberto
por completo...
Não há saídas...
nem mobilidade
hápenas mineirais suspensos
e dejetos enclausurados
todos sob o jugo da gravidade
regresso aos monômeros mineirais...
Decompositores
aguardam calmamente
a próxima refeição...
o cardápio não é vasto
mas os sabores...
são sempre um mistério.
Isso explica o porquê
de serem os últimos
A putrefação é perene
e socialista...
Eis a certeza-mor
alguns adoram-na
obscuros superficialmente
e infantis em seus quartos
escuros e silenciosos.
Outros fogem...
usufruem das maquiagens
de ontem e do amanhã
correm assustados do presente
e desfalecem
e serão jovens perpétuos...
Certifico-me e vivêncio-a...
e como um filho que deixa
os peitos da mãe e adentra
a infância com olhos esperançosos
e todo um caderno a ser escrito
borrado, rasuraso ou apenas, guardado...
espero ter mais sorte desta feita.
Um sofá carcomido
e algumas revistas de ontem
aos lados...
uma parede de madeira industrial
e uma porta
branca...
Inexorável!





12 de agosto de 2010 às 00:26
gostei bastante deste aqui...
a linguagem visceral de que vc faz uso é cativante *-*
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