Reminiscências e uma dose de frio Desvirtuadas
Nas primeiras horas
dum domingo qualquer
deitado e esperando
o sono completo...
Vislumbro dócil [mente
d'um encontro sem palavras
da noite anterior;
apenas olhares
desencontrados
e ensejos posteriores
E neste ponto
hordas de pensamentos
amorfos assolam
este ser ancioso
por alento
E como o sono
relutava na
esquina adiante
atentei me à rua
de trás...
pela qual mais cedo
passara
Reminiscências
d'uma noite gélida
e vagarosa,
enquanto de seu
derradeiro propósito.
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Aquele olhar opulento
havia aparecido
uma semana antes
num boteco conspurcado
que então confraternizava
os tidos "superiores"
alunos de graduações distintas
(meandros disformes
e incongruentes)
E uma máquina
fez-me o favor
de apresentá-la...
Fator que propiciou
elogios sórdidos(?)
de alguém próximo
Naquela hora,
exemplo recorrente
deste que vos...
fixei fraca atenção
e os detalhes
sui generis
esvaeceram
E o acaso
lúdico e espontâneo
sorriu concedendo nova
[zeugma reversa
na anterior noite hostil
de ventos pungentes
e calor reverso.
No aguardo coletivo
num ponto tardio
d'uma dada hora
avançada na qual
nem todos dormem
eis que novamente
ela reaparece
em compania de
dois sem-rostos...
E os olhares
desencontrados
permitiram-me
o acesso às
normalidades
sedutoras...
que sem
esforço algum
perdura intermitente
e transcende aos ciclos
cronológicos
A entropia me acomete
e o sono vem junto,
pensar no próximo
encontro...
é empresa tentadora
afável e inefável
mas por hora
incapaz não
ser seduzido
pela velha e estática
cama...





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