Passado a confraternização
[reversa
que insistem em chamar de "trote"
período curto de confraternização
no qual os neófitos são docilmente
constrangidos a custo de nada...
E no decorrer desse pequeno interstício
apresenta-se a idílica união,
sentimento dócil de integração,
contudo... nos corredores prova-se
que máscaras foram distribuídas
naquela ocasião, despercebida
e que sem elas ninguém reconhece
outrem...
(exceto nos casos em que
o conselheiro Libidinoso
requere um pouco de educação)
Retomando o início,
passada a digressão
da primeira estrofe
hei de lembrar que isto
é devido à um dócil
ensejo ébrio sobre
os colegas "superiores"
digo, de graduação
[degradação ou desregrada
ação(...)?
os quais, nos dias iniciais
estavam coagidos pela
aparecida e egoísta,
Timidez...
cerceadora de interações
e opressora de olhares.
Hoje, ulterior a
esta incipiencia
na pluriversidade
[federal
Os seletos colegas
de classe que em
minha parca ebriedade
foram taxados de macros,
concedem alguma congregação
salutar e despropositada,
escape necessário...
subsequente a uma
semana turbulenta
Subsistir...
ainda que involuntária
e compulsoria
(de)mente
Nalguma via de
sentido duplo na qual
pessoas são despejadas
pelo viés inexorável
da adequação à modernidade,
converjo junto de alguns
colegas à uma pocilga
que vende bebidas
proibidas à menores,
copo sujo,
Hiato idílico...
Finalizados alguns ciclos...
pelo ponteiro complexado,
mais lento e de altura reduzida
imerso numa crise existêncial,
que ao completar de cada volta
inflige sensações adversas
àqueles que tentam escapar
do jugo do Chronos...
...sou acometido pela
subjacente e presente
introspecção, que agora
me mostra causalidades
sui generis de um desenlace
semanal...
(que não-raro desemboca
num prelúdio seminal)
Com o papel que antes
era só mais um
numa multidão coagida
e mantida por rolos de arame...
Sendo tal ruptura
executada pelo ditador
desse conjunto de folhas brancas
parcamente rabiscadas;
colega de classe.
E o borrador...
cedido por uma outra
colega que até então
fizera uso demasiado
da abstinência de laços...
(e continua a fazê-los,
não obstante sua presença
é irrisória)
concede-me sua lapiseira
condicionada por máquinário
de alta industrialização
que ductibiliza o naturalmente
disperso e fragmentado
Grafite...
Para escrever alguma merda
fragmentada e desconexa,
além de angariar efêmera
e volúvel atenção dos presentes...
Tudo isso por sorte do acaso
que possibilitou resposta
à um pedido receoso
e às minhas (débeis) mãos
que solidificaram algo metafísico
resultado de um daqueles
ensejos intermitentes
que chamam de inspiração.
Os objetos de observação
são apenas objetos de atenção
despropósitada e não merecem
maiores reconhecimentos
subjetivos
Ademais, perceptível meu incômodo com essas frivolidades efêmeras a que chamam de trote, mas que na verdade só serve de alento a alguns espirítos lento (falando eufemisticamente); e que passado essa tal confraternização inicial, revestem-se de pretensões mesquinhas e fúteis sob olhares narcisistas, pois a questão de ingresso na faculdade, aos olhos desses imbecis, é determinante para julgar que são melhores, mais capazes e etecetera...
E... melhor deixar pra lá! Basta de pungência por hoje... afinal minha máscara está a secar no varal.






9 de julho de 2011 às 22:46
Pode chamar de diário estelar
Viagem de sentidos
Muito bom
Sentir é só sentir.
Viva
Arildo
9 de julho de 2011 às 22:51
Diário estelar de Estela - a ninfa
Que bebe da sua boca a poesia que cospe no papel
Arildo
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