Nas primeiras horas
do último dia;
horário ordinário
no qual muitos alguns
sustentáculos distintos
acordam para iniciar
o alicerce intermitente,
a que chamam de trabalho
Ou simplesmente
dada hora na qual
parâmetros e leis
exógenas e endógenas
são mais plásticas;
afinal parcos postes
portas portões delimitadores
diversos e demais amocambados,
diurnos, de turnos, noturnos...,
orgânicos;
são noctívagos...
Longe de tudo isso
acometido por paredes
e englobado por espessos
cobertores...
em minha horizontalidade
[introspectiva
iluminada esparsa mente
por luízas
e luzias refratadas
que adentram meu quarto
pelas frestas da janela
e pela porta de tranca irrisória
que desimpedem sentimentos
Devaneio sobre a incomensurabilidade
de futuros fatos não-feitos...
relações, relativas reais ações.
Predecessores de sonhos inconscientes,
o teto e as paredes sempre ensejam
pensamentos e maquinaações
que morrem com a chegada dos
desvarios desacordados, não-raros
auspicios daninhos.
Nestas horas que em dias normais
são letárgicas.
Neste interstício semestral
são fonte de reflexões,
não em superfícies espelhadas
mas sim queratinizadas e
interiorizadas por sinapses
sensíveis e atentas,
subservientes
ao absolutista Endocraniano
de massa cinzenta.
E nesta ausência de espelhos...
mesmo porque, as luzes que lá
fora jazem por canudos cimentados,
são impedidas pela disposição espacial
de infligirem a extensão finita
de meu recipiente e assim,
neste breu que invita
espelhos e demais niilistas
disperso meu eu
na pueril ânsia
de trafegar em utopias
auspiciosas
permissões que alimentam
a subsistência intermitente
que chamam de cotidiano.
A distância torna
a frieza das pessoas,
irrisória...
e as irrisoriedades
pessoais, evidentes.
Ou...
Referenciais inerciais
são indeléveis!
Sujeição ao fluxo
que o sentido vos guiar...
E supostamente este poema era pra condizer com a docibilidade de alguns sentimentos discretos para uma certa moça, contudo, confundo e afundo a clareza que
possivelmente tornaria legível tal ânsia.
possivelmente tornaria legível tal ânsia.





18 de novembro de 2011 às 17:10
Rapaz, se essa tal moça não deu atenção aos seus "sentimentos discretos", de certo ela é uma burra!
Parabéns Marcel, como sempre mandando bronca!
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