Talvez eu devesse escrever algo
talvez, mitigaria esta entropia
póstuma a uma brincadeira desentendida.
Não sei o que dizer,
pensamentos inextricáveis
suscitam reflexão
que acaba por reverberar
nos verbos desnecessários,
ações frívolas do pretérito.
Viver num orbital amorfo
propicia insalubridade
condizente ao caráter
tênue nos quais os limites
se dão.
Empolgar e transpor
tais limites de outrem,
se dá quando credita-se
ahver compartilhamento (pueril)
entre as partes...
o intuito aqui diverge
de constrangimentos gratuitos
para a conversão rumo
ao antípoda...,
auspiciosa felicidade.
Não obstante,
pelo fato de crescer
nos além-centros,
sempre nalguma periferia
(daí a marginalidade assimilada)
possa talvez elucidar
esta incapacidade
em lidar com limites.
O que talvez explique
essa polaridade paradoxal
presidida pelo excesso
ou pela escassez.
Fato é que
a simples percepção
de algo pequeno,
suscita transvalorações
macro-comportamentais;
e toda esta inquietude
há de me infligir
até que desculpas
sejam requeridas
pessoalmente.
Texto feito ontem à noite em meio a consternação supressora de quaisquer outros pensamentos, texto de caráter escuso para com uma mocinha agradável, a qual tive o infortúnio de passar dos limites...
Mas um aprendizado recorrente, ou poderia dizer... melhor parar por aqui mesmo.
E a intermitência segue inexorável aos deslizes deste ser vil e pueril que vos fala inauditamente, mesmo porque o que falo têm importância reduzida.




