Mais uma vez
Quando os urros noturnos,
sons de transformadores
e ruídos amocambados
tornam-se proeminentes
sob a alvorada lunar
horário e local dos
devaneios desvairados
tidos por sonhos
[ou pesadelos...
À casa de meus pais
em minha solidão
[confortável.
nesta hora letárgica
de atmosfera hostil
inquisitora de cobertores
e de pensamentos caóticos
desligo-me das multivariadas
plataformas de racionamento
e sinto que o inverno
[de soslaio
Dobra de surdina à esquina.
Sonâmbulo no preâmbulo
sentado na cama e
tergiversando as reminiscências
turvas e amorfas,
revisito ela
que faz de meus versos
adjetivos insubsistentes;
e que hoje completa
mais uma volta solar
O ensejo destes versos
assentam na inocência
de querer agradá-la
Não obsta porém
que dada a minha
linguagem tangente
e meus versos turvos;
o presente versado
e os versos presentes
adquirem e assimilam
escopo difuso.
E mais uma vez
meus versos afetivos
são sobrepujados
pelo egoísmo
deste que segura
erradamente a caneta
que borra este
[papel
E a inextricabilidade
de meus versos
para comigo é algo
[obstrutivo
Impossibilitador de simplicidades
tais quais dizer:
“parabéns”.

(terminado às 02:00)
Poema dedicado à aniversariante do dia, pessoa pela qual nutro grande estima e que muito me agrada não só como amiga. A intenção aqui era tecer alguns versos elogiosos e que pudessem condizer com a estima que tenho por ela, mas como se trata do sr. Marcel escrevendo... enfim, as pretensas intenções aqui poderão ser entendidas tangencialmente com muito esforço e boa vontade. Um autêntico incapacitado com as palavras...
Marcel
Não importa o destino, desde que o enfrentemos com o máximo de abandono...

Postar um comentário