No caminho da volta
com vistas a retornar
ao Estado natural
casa de meus pais
e à normalidade que urge
sob escola e compulsoriedades
sociais
Desta feita,
o regresso desdenha
a gravidade e pelo menos
na transição inter-Estadual
do café-com-leite
as volumosas nuvens
alentam àqueles que
sentem falta do chão
Nesta rápida transição
observo do alto a
continuidade branca incomensurável
que provê a subsistência
das particulas humanas
que se encontram no
chão
caracterizadoras daquele
clima cinzento e frio
da terra da garoa.
Se existe uma Entidade Maior
partilho agora de sua visão
(imagino)
muito além de qualquer
google earth ou maps
confundo nunvens com gelo
e me imagino, num breve desvario,
no polo norte, Groelândia ou
Antártida antes do degelo
voraz
quando a agua em sua frieza
mais audaz
cristalizada em espessos
blocos contínuos, desfragmentos
não alarmava os ribeirinhos
das águas salgadas.
Se meus olhos, retornam à infância
ao observar através da pequena fresta
hermética
tamanha imensidão branca;
meus sentimentos naquela entropia
inquietante, típica deste tergiversador,
perscruta hermeneuticamente
o mundo das informações assimiladas
gratuitamente
que confronta gratuita
o meu etnocentrismo
latente.
Pueril romantismo que anseia
pela correspondência das expectativas
preconceituosas ou premeditadas
que fazem daqueles capazes
ou não
de lerem estes versos tangentes,
humanos.
último poema acerca de minha passagem por sampa no mês de abril, quando Diogo fallen e eu fomos lá para assistir o mr. Wilson, Steven Wilson e o seu consistente Grace For Drowning.
Como podem perceber, tal poema retrata exatamente o hiato a jato hahaha. Poema composto quase todo no avião.
E aqui encerra esta pretensa série "Memórias do Subsolo" título que refrata, já que há uma mudança de meio (cinzento pro papel), das minhas impressões acerca de sampa. E o título, é do grande Dostoiévski e sua singular obra homônima.
E que venham mais viagens, físicas...





16 de junho de 2012 às 12:26
parabéns garoto ex-etnocêntrico!
kkkk..muito belo, teus versos.
Só não deixe que as viagens sejam exclusivamente físicas!
grande abraço!
De seu companheiro de prosas, Dolly
23 de junho de 2012 às 11:15
Eu só consigo manter minha cabeça nas alturas se tiver muito chapado...kkkkk tenho um medo da porra de avião. Prefiro o subsolo.
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