Estou no espaço, sozinho. Tudo ao meu redor é escuro e não sinto nada. Aos poucos, passo a ver estrelas, e percebo que me movo em direção à algum lugar. Começo a escutar a estática de um rádio velho, quase como um chamado. Minha velocidade aumenta, e logo me vejo mergulhado em um oceano escuro, dessa vez sem nenhum barulho de estática. O mundo continua vazio, e percebo que não existe mais ninguém no mundo. Aprofundo-me ainda mais no oceano ou no espaço, já não sei mais, e sinto uma opressão tremenda, seguida de uma pressão absurda por todo meu corpo. Ao longe, ouço sons que não deveria ouvir, como o canto de baleias ou algo parecido. Acordo em uma câmara hiperbárica, e não vejo ninguém, tampouco ouço alguma coisa. Percebo que estou surdo, e o som da opressão permanece em meus ouvidos.
Em câmera lenta, um trem passa por mim em uma estação fantasma, sem ninguém dentro. Fecho os olhos e novamente mergulho da imensidão azul, que se transforma no espaço, negro e só. O universo se recolhe e sinto frio. Flutuo lentamente no nada que se formou, e morro só, como sempre existi no mundo.





25 de fevereiro de 2014 às 23:33
Nunca estamos totalmente sozinhos, as vezes nos trancamos na nossa mente barulhenta e vemos somente o que queremos. Até o mais profundo escuro pode ser iluminado ao encontrar a verdadeira " alegria" que inunda o corpo e a alma ! Deixe ser levado pelos instantes de tranquilidade e faça dos tormentos aprendizados... E então você renasce como a fênix, e vê que tudo isso não passou de um pesadelo!!!
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