Texto bem old já... Peço perdão pelo sumisso, mas estou seco de inspiração... Não corrigi nada nesse texto, queria deixar original...
Cansado, abatido, exausto e faminto eu caminho, passando por vales de sombras infinitas. Mal percebo sob meus pés crânios e esqueletos, que jazem em seu descanço eterno, buscando a mesma coisa que eu busco no mundo dos vivos. A paz. Por muito tempo vago nessa estrada perdida, às vezes só, às vezes com companhias quase tão melancólicas quanto eu, chorando e se lamentando de coisas hora maiores, hora menores do que as minhas.
Ainda assim, continuamos a caminhar, lenta e penosamente pelo caminho tortuoso, que promente, no fim, a felicidade eterna e a cura para todos os males de sua alma. A cada passo dado, menor minha esperança de encontrar, e menor ainda é a vontade de prosseguir. Lágrimas que não podem se soltar são regurgitadas à minha alma, esvaziando meu coração de esperança e enxendo-o com desespero.
A cada gota que cai, meu ânimo se desgasta em dobro, e meu desespero se eleva ao cubo. Minhas pernas bambeiam. De joelhos e palmas no chão, pergunto-me o que pode acontecer, onde mais eu posso me afundar para piorar minha situação, e então, uma chuva me lembra que sempre se pode piorar. Mas ainda assim, a chuva só me serve de refresco, de alimento, pois nela mato minha sede e continuo, melancólico como sempre. Novamente caio e me pergunto em que minha situação pode se deteriorar, e então, vejo o chão rachar e espinhos surgirem dele. Continuo, mesmo assim. A longa caminhada me forneceu pés resistentes o suficiente para passar pelos espinhos sem me ferir. Pela terceira vez caio ao chão, e pela terceira vez invoco uma desgraça maior. Dessa vez, nada acontece. Levanto-me penosamente e sigo, caminhando e pensando no que teria acontecido...






28 de julho de 2009 às 11:48
bem escrito, e como sempre cheio de metáforas saborosas... só falta um final XD
28 de julho de 2009 às 21:05
o final ainda não aconteceu diogo... simplesmente não aconteceu ^^
4 de agosto de 2009 às 15:38
Muito foda! Matheus seu avacalhado tem que postar mais... aheuhUHEU seus contos são muito fodas! Esse está excelente... apesar de seu acentuado pessimismo (emice?)... o que me leva sem maiores dificuldades a uma rasa introspecção...
Mas pra seu desgosto (aheuhaeuhUHUEAHA) isso parece ter muita influência e converge para o que muitos renomados escritores brasucas escreveu... esse corte abrupto que precede o final (talvez no ápice) faz lembrar Lígia Fagundes...
Gostei demais desse conto!
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